- A Comissão Europeia está a promover campanhas para a segurança dos veículos e a protecção do ambiente
- Os sistemas para monitorizar a pressão dos pneus deverão tornar-se obrigatórios em todos os modelos de veículos a partir de 2012
- A Continental defende a existência de um sistema fiável para alertar condutores de uma baixa de 10 por cento na pressão de cada pneu
- A Continental dá o alerta para os sistemas de medição imprecisos
- Os custos dos carros europeus podem ser reduzidos em 3.4 biliões de euros por ano, com a introdução de uma detecção precisa das condições dos pneus com pressão incorrecta
Hanover, 16 de Fevereiro, 2009.
De acordo com os anseios da Comissão Europeia, os sistemas para monitorizar a pressão dos pneus deverão tornar-se equipamentos obrigatórios para todos os modelos de veículos a partir de 2012. Com esta medida, a Comissão quer não só promover a protecção ambiental, como também baixar o número de acidentes originados por falhas dos pneus. Argumento: Só a pressão correcta vai assegurar que os pneus tenham uma baixa resistência ao rolamento e por isso forneçam eficiência máxima de combustível; a perda lenta da pressão é a principal causa da falha dos pneus. O fabricante internacional de pneus Continental recomenda o uso premente de sistemas para medir com precisão a pressão dos pneus e avisem o condutor assim que seja detectada uma ligeira perda de pressão. Mesmo um ligeiro estrago no pneu pode trazer consequências graves.
Com esta proposta, a Comissão Europeia cumpre os requisitos dos clubes de automóveis e dos peritos de automóvel. Alexander Lührs, porta-voz do principal fabricante de pneus da Europa, a Continental, salienta os ganhos em segurança resultantes da utilização desses sistemas: "O rebentamento de um pneu é um sério risco para os utilizadores das estradas, especialmente se estiverem a rodar a alta velocidade", diz, explicando o problema . "Se um condutor perde o controlo do carro, muitas outras pessoas na estrada estão também em grande perigo ." A Continental, realça, tem anos de experiência em sistemas para monitorizar a pressão dos pneus. Explica que "cerca de 90 por cento de todos os defeitos em pneus podem ser atribuídos a perdas lentas na pressão dos pneus". Pode ser que isso se deva a um pequeno furo causado por um parafuso, prego ou válvula com defeito. Se o condutor do carro for avisado antecipadamente por um sistema de medição preciso, ele pode restabelecer a pressão adequada ou, se necessário, colocar um novo pneu. Um em cada três carros nas estradas na Alemanha tem pneus com pressão a menos, relata Lührs. Se todos os carros tivessem pneus com a pressão correcta, os custos somente na Europa poderiam ser reduzidos em 3.4 biliões de euros por ano. Uma pressão incorrecta nos pneus provoca um aumento grande na resistência ao rolamento, que por sua vez leva a um aumento desnecessário no consumo de combustível e no CO2 a ser lançado para a atmosfera. As distâncias de travagem também são maiores.
Os peritos em engenharia automóvel insistem que o limiar para avisar do subenchimento seja mantido baixo para aumentar a segurança do veículo e minimizar o número de falhas nos pneus. A Continental reclama um sistema obrigatório para monitorizar a pressão dos pneus para avisar o condutor assim que a pressão, mesmo que só num dos pneus, mostre um desvio de 10 por cento da pressão recomendada. Ao mesmo tempo, os peritos da Continental alertam para a negligência na formulação de recomendações técnicas: É importante reconhecer que se a legislação existe para acautelar um sistema de aviso para um limiar de pressão baixa até 25 por cento, cada vez mais automobilistas iriam circular sobre pneus sub-enchidos simplesmente porque a revisão manual dos pneus seria considerada inconveniente. Isto iria afectar gravemente os custos, o baixo consumo de combustível e a segurança do veículo.
(Fonte: Continental)