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2007-09-25
Geral

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A história de um título
 Apesar de ser apenas a sexta temporada da Bridgestone na MotoGP, isso não impediu que os pneus japoneses tivessem conseguido hoje o seu primeiro título mundial, graças a Casey Stoner e à Ducati Corse.

O sucesso de Stoner foi o culminar de uma temporada de estreia de sonho quer com a Ducati quer com os pneus Bridgestone, que viu um sensacional jovem australiano de 21 anos conseguir oito poderosas vitórias aos comandos da Ducati Desmosedici GP7 equipada com pneus Bridgestone. É a realização de muitos anos de dedicação e árduo trabalho, assegurando que a Bridgestone pode juntar ao seu impressionante palmarés nas competições motorizadas um título mundial na classe rainha das duas rodas, depois dos inúmeros sucessos conseguidos nas quatro rodas e sobretudo na fórmula 1, a expressão máxima desse sector.

A carreira da Bridgestone na MotoGP encontra as suas distantes raízes como fornecedora das categorias de 250 e 500cc nos Campeonatos Japoneses na década de 80 e foi apenas em 1991 que a Bridgestone se envolveu nas competições mundiais, quando iniciou uma ligação que viria a durar 13 anos no Mundial de 125cc.

Nesse período, os pneus Bridgestone ajudaram os pilotos de 125cc a conseguir 30 vitórias em corridas e 85 resultados individuais no pódio até ao final de 2003. Por outro lado, a Bridgestone chegou também a fornecer alguns pneus a equipas privadas na categoria de 250cc, em meados da década de 90.

Na passagem do século, Keisuke Suzuki, na altura membro do Conselho de Administração da Bridgestone e seu actual Conselheiro, compareceu ao Grande Prémio de Espanha, em Jerez, e ficou tão espantado pela entusiástica moldura humana de 150.000 adeptos presentes na pista espanhola que decidiu alargar o envolvimento da Bridgestone ao escalão máximo do motociclismo, as 500cc, que dariam mais tarde lugar à MotoGP.

Foi então implementado um plano de cinco anos que, degrau a degrau, tinha como objectivo levar um piloto equipado com os pneus da marca a alcançar o título da categoria de MotoGP. Em 2001, a Bridgestone deu os seus primeiros passos com os testes inaugurais em pista de pneus para as 500cc.

Em claro contraste com a apaixonada mole humana que inspirada a decisão de Keisuke Suzuki em participar na MotoGP, os testes iniciais tiveram lugar numa pista de Jerez deserta. Entretanto, o trabalho de desenvolvimento estava a ser levado a cabo no centro técnico japonês em Kodaira, nos arredores de Tóquio, na preparação para a estreia da companhia na temporada de 2002 da então baptizada MotoGP.

A Bridgestone apoiou duas equipas e três pilotos na sua época de estreia na MotoGP com Juergen van den Goorbergh e a equipa Kanemoto Racing, e ainda Nobuatsu Aoki e Jeremy McWilliams no Proton Team KR, dirigido pelo tri-campeão do Mundo de 500cc, o americano Kenny Roberts. Um resumo dessa primeira época mostra que a melhor classificação em corrida foi um quinto lugar conseguido por van der Goorbergh em Phillip Island e um estreia na pole position no mesmo fim-de-semana por McWilliams. 

A Bridgestone continuou a fornecer pneus a três pilotos em 2003, a sua época final em termos de participação na classe 125cc. Quer Aoki quer McWilliams mantiveram-se com o Proton Team KR e a Pramac Honda optou por pneus Bridgestone com o seu piloto Makoto Tamada. Este viria a alcançar alguns dos momentos mais salientes da participação da Bridgestone na MotoGP, começando a temporada de 2003 com a primeira subida dos pneus Bridgestone no Rio de Janeiro. Tamada terminou num estimulante terceiro lugar, a apenas 7 segundos do vencedor da corrida, Valentino Rossi.  

Em 2004, a leque de equipas e pilotos apoiados pela Bridgestone começou a ganhar uma forma familiar, com a entrada das equipas Kawasaki e Suzuki. Tamada continuou com o redenominado Camel Honda Team naquela que seria a sua última época com os pneus Bridgestone. O piloto nipónico conseguiu as duas primeiras vitórias para a marca no Rio e em Motegi Twin Ring. Um pódio adicional no Estoril permitiu a Tamada concluir o campeonato na 6.ª posição, enquanto Nakano alcançou o primeiro pódio com a Kawasaki e com os pneus Bridgestone com o terceiro lugar em Motegi.

No ano seguinte, a Ducati Corse tomou a decisão de mudar de fornecedor de pneus e escolheu a Bridgestone como sua parceira técnica, juntando-se à Suzuki e à Kawasaki nas marcas com pneus japoneses. Todas as equipas subiram ao pódio, com Olivier Jacque a conseguir o melhor resultado da sua carreira na estreia do Grande Prémio da China e Kenny Roberts Junior a conseguir uma posição de honra em Donington Park. Mas seria Loris Capisrossi, aos comandos da Ducati, que brilhou na quarta temporada da Bridgestone. O veterano italiano conseguiu por duas vezes consecutivas arrancar da pole para ganhar a corrida no Japão e na Malásia, o que lhe permitiu terminar esse ano na sexta posição do Mundial.

Na temporada transacta, Loris Capirossi ainda foi mais longe e não tivesse sido a sua azarada queda na Catalunha e poderia ter lutado de outra forma pelo título mundial. Abriu o ano em grande, com a primeira vitória dos pneus Bridgestone em solo europeu, alcançada em Jerez. Continuou com notáveis subidas ao pódio no Qatar, Le Mans e Mugello, o que o colocou no comando do Mundial quando do Grande Prémio da Catalunha. Uma vez recuperado do acidente na pista espanhola, que também envolveu outros pilotos, Capirossi regressou em estilo, impondo-se em Brno e Motegi, sendo ainda protagonista de uma corrida emocionante na Malásia. Acabou por conseguir um bem merecido terceiro lugar no campeonato, com três vitórias.

As melhorias efectuadas na gama de pneus MotoGP da Bridgestone foi ainda tornada mais evidente com as suas três equipas, com Shinya Nakano a conseguir um segundo lugar para a Kawasaki em Assen, e Chris Vermeulen a fazer segundo em Phillip Island para a Suzuki. A temporada encerrou em grande em Valência, com Troy Bayliss a espantar o paddock com uma notável vitória, elevando o número de sucessos da Bridgestone para quatro numa única época, duplicando o total do ano anterior, e com 11 subidas ao pódio.

Ao longo do defeso da época de 2006-2007 foram efectuadas numerosas modificações que colocaram a Bridgestone perante um desafio ainda maior do que anteriormente. Foram introduzidas novas regras de pneus, restringindo o número de pneus que cada piloto poderia dispor ao longo de um fim-de-semana, que passou a ser de 31 (17 traseiros e 14 dianteiros). Ao mesmo tempo, os regulamentos técnicos das motos sofreram alterações, com a redução da cilindrada dos motores de 990 para 800cc.

A Bridgestone aumentou também o número de equipas por si fornecidas de três para cinco e o número de pilotos de seis para dez. Para um fabricante de pneus sem grande experiência num envolvimento deste tipo, a Bridgestone começou a elevar de forma evidente a fasquia da sua participação. Entre os novos pilotos com pneus Bridgestone para 2007 contavam-se o duo da Honda Gresini, Toni Elias e Marco Melandri, Alex Barros e a Pramac d'Antin e a nova contratação da Ducati, Casey Stoner.

As vitórias de Stoner no início da temporada, no Qatar e na Turquia, abriram-lhe as portas para o assalto ao título, vindo depois a acumular até ao momento 8 sucessos, igualando o número total de vitórias da Bridgestone nos últimos cinco anos, e cinco poles positions. Em fins-de-semana mais difíceis, Stoner manteve uma notável sucessão de lugares entre os seis primeiros e até hoje, ao Grande Prémio do Japão, foi o único piloto a pontuar em cada prova.

Para a Bridgestone e naquela que constituiu a temporada mais positiva até ao momento, foi ainda possível conseguir resultados muito sólidos com as restantes equipas. A Honda Gresini alcançou os seus primeiros pódios com pneus Bridgestone com Toni Elias na Turquia e em Motegi e com Marco Melandri em Le Mans e nos Estados Unidos. A Pramac d'Antin conseguiu um surpreendente pódio em Mugello com Alex Barros, enquanto Capirossi conseguiu agora em Motegi a sua primeira vitória do ano, depois de já ter subido ao pódio na Turquia e em Sachsenring.    

A Suzuki também conheceu a sua temporada mais positiva na MotoGP, com sete subidas ao pódio, graças a John Hopkins e Chris Vermeulen, com o último a conseguir uma notável vitória em Le Mans, no GP da França.

A Bridgestone beneficiou de uma força de trabalho bastante estável ao longo destes anos, com a maioria da equipa de montadores a ser a mesma  dos tempos da categoria de 125cc. A Bridgestone orgulha-se ainda da capacidade da sua equipa e dos seus parceiros e está satisfeita por ter desempenhado um papel tão importante na conquista do título mundial de Stoner, que foi alcançado antes do GP de Valência que, não será certamente por acaso, representa a 100.ª prova de MotoGP para a Bridgestone. 

 

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